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Planejamento financeiro e longevidade exigem estratégia para uma aposentadoria sem sobressaltos, afirma especialista

“O esforço de acumulação financeira é um exercício de longo prazo, de 30, 40 ou 50 anos. Quanto antes começar, melhor.”

Atualizado em 06/01/2026 às 10:01, por Redação Credinews.

Imagem em close mostra um homem de meia-idade, com cabelos grisalhos e barba branca bem aparada, sorrindo de forma serena. Ele veste blazer escuro sobre camiseta preta e aparece com o punho levemente fechado, em um gesto que remete a confiança e determinação.

O fundo escuro e desfocado, com tonalidades quentes, cria contraste e direciona a atenção para o rosto, que está bem iluminado, destacando a expressão acolhedora e segura. A composição transmite credibilidade, experiência e profissionalismo, sendo adequada para conteúdos institucionais, entrevistas ou materiais relacionados a negócios, finanças e longevidade.

Marcos Eduardo Ferreira. Crédito da foto: Mauro Stanichesk

O aumento da expectativa de vida e o envelhecimento acelerado da população brasileira têm imposto novos desafios ao planejamento financeiro pessoal. Dados do IBGE mostram que a população brasileira com 60 anos ou mais passou de 15,2 milhões em 2000 para 33 milhões em 2023, podendo chegar a 75,3 milhões em 2070. A expectativa de vida também aumentou, passando de 71,1 anos em 2000 para 76,4 anos em 2023. Em projeções internacionais, homens de 65 anos podem viver, em média, mais de 19 anos, e mulheres, mais de 22 anos.

Para o empreendedor, investidor anjo e especialista em longevidade e mercado securitário Marcos Eduardo Ferreira, pensar na aposentadoria deixou de ser apenas uma questão de escolha de investimentos e passou a exigir visão de futuro e disciplina.

Em entrevista, ele abordou estratégias para garantir uma aposentadoria mais tranquila, o papel dos seguros e da previdência privada, os erros mais comuns no planejamento e os impactos diretos da longevidade nas finanças pessoais.

Planejamento vem antes da escolha dos investimentos

Segundo Marcos, o primeiro passo não está na definição de produtos financeiros, mas na construção de um planejamento consistente. “Antes de pensar em quais são os investimentos para chegar a uma aposentadoria tranquila, sempre indico começar por um bom exercício de planejamento e de visão de futuro”, afirmou.

Ele destaca que o fenômeno da longevidade mudou a forma de encarar essa fase da vida. “Como estamos vivendo um fruto do fenômeno da longevidade, também passou a ser importante imaginar como faremos para viver melhor na aposentadoria. Então, o planejamento financeiro para esta fase ganha ainda mais importância.”

Entre as principais recomendações, o especialista cita a necessidade de poupar durante a fase laboral ativa, manter uma reserva de emergência equivalente a pelo menos seis meses de renda, construir patrimônio com ativos que gerem renda passiva e se preparar para os custos crescentes com saúde a partir dos 60 ou 70 anos. “Começar a poupar o quanto antes e ter disciplina sempre são fundamentais.”

Seguros e previdência como aliados da renda futura

Para Marcos Ferreira, seguros e previdência privada desempenham papel estratégico na construção do patrimônio. “Os seguros e a previdência privada são grandes aliados para a fase de construção de patrimônio e para viver uma aposentadoria sem surpresas desagradáveis.”

Ele explica que os seguros têm a função de proteger o patrimônio ao longo da vida produtiva e garantir liquidez em situações de perda de renda. Já a previdência privada, segundo o especialista, reúne características importantes para o longo prazo. “É um veículo financeiro que tem liquidez, rentabilidade e incentivo fiscal, ou seja, é uma ótima alternativa para a acumulação de recursos no longo prazo.”

Falta de planejamento ainda é o principal erro

Na avaliação do especialista, o erro mais comum continua sendo não planejar a aposentadoria. “Se a pessoa tem claro que a fase da aposentadoria precisa ser planejada, ela já evitou o principal erro.”

Mesmo entre quem planeja, Marcos alerta para o risco da falta de execução. “Corre-se o risco de não se executar o planejado. Para isso, existe sempre a possibilidade de contar com especialistas financeiros ou recorrer a sites especializados em finanças pessoais.”

Ele também recomenda práticas simples e recorrentes, como o controle mensal do orçamento doméstico e dos investimentos. “Esse esforço de acumulação financeira é um exercício de longo prazo, de 30, 40 ou 50 anos. Quanto antes começar, melhor. O esforço mensal será menor e os juros compostos jogam a seu favor.”

Diversificação reduz riscos no longo prazo

Ao tratar da diversificação de investimentos, Marcos reforça a necessidade de estratégia e disciplina. Diversificar investimentos pensando no longo prazo exige uma visão estratégica e disciplina.

Segundo ele, a combinação de diferentes classes de ativos — como renda fixa, renda variável, imóveis e investimentos internacionais — ajuda a diluir riscos e aproveitar oportunidades ao longo do tempo. “É essencial entender seu momento de vida, seus objetivos financeiros e seu perfil de risco”, disse, ao defender o apoio de um planejador financeiro independente para decisões mais assertivas.

Longevidade amplia desafios financeiros e pessoais

O avanço da longevidade tem impacto direto no planejamento da aposentadoria. Diante desse cenário, o especialista afirma que a preparação não deve se limitar às finanças. “Não é só sobre nossas finanças que precisamos nos preparar melhor. Qualidade de vida, saúde, manutenção de hobbies e a capacidade de absorver novos conhecimentos são fundamentais.”

Ele também destaca o conceito de longevidade ativa. “É importante projetar que a inatividade ou aposentadoria chegará depois dos 80 anos. Vivendo mais e com mais acesso à saúde e qualidade de vida, isso será normal.”

Do ponto de vista econômico, Marcos acredita que o conceito de pós-carreira tende a ganhar espaço, com uma fase de desaceleração profissional antes da aposentadoria tradicional. “Isso reforça ainda mais a necessidade de planejamento financeiro e de aposentadoria”, concluiu.