Ibovespa B3 sobe 12,56% e tem maior valorização em janeiro desde 2006
Principal referência do mercado de ações brasileiro registrou oito recordes nominais no primeiro mês de 2026
Nesta sexta-feira (30), o Ibovespa encerrou o pregão aos 181.363 pontos. Credito Divulgação B3/Agencia Brasil
O Ibovespa B3, principal referência do mercado de ações brasileiro, registrou oito recordes nominais e acumulou valorização de 12,56% em janeiro de 2026. Trata-se do melhor desempenho para o mês desde 2006, quando o índice avançou 14,55%. Nesta sexta-feira (30), o Ibovespa encerrou o pregão aos 181.363 pontos.
“O desempenho do Ibovespa B3 sinaliza que a bolsa do Brasil está em momento de valorização e que os investidores seguem com suas estratégias de diversificação e sofisticação, com a renda variável presente como um componente chave de estratégias de investimento”, afirma Hênio Scheidt, gerente de Produtos na B3.
Criado em 1968, o Ibovespa B3 é utilizado por investidores e analistas como um termômetro da economia e do mercado de capitais no Brasil. O índice oferece um panorama do comportamento das principais empresas listadas na bolsa e passa por revisões a cada quatro meses, com o objetivo de manter em sua composição as companhias com maior capitalização e liquidez.
Como utilizar o Ibovespa B3 para investir
Existem duas principais formas de exposição ao índice: por meio de ETFs e de derivativos, cada uma adequada a perfis e objetivos distintos de investimento.
ETFs
Os ETFs (Exchange Traded Funds) são fundos de investimento cujas cotas são negociadas na B3 de forma semelhante às ações. Sua principal característica é replicar a performance de um índice de referência.
Ao adquirir uma cota de ETF atrelado ao Ibovespa, o investidor passa a deter, de forma fracionada, uma carteira que reflete o desempenho das principais empresas que compõem o índice.
Derivativos
Os derivativos são contratos financeiros — como futuros e opções — negociados na B3, cujo valor está diretamente relacionado à pontuação do índice. Esses instrumentos são utilizados tanto para proteção de carteira (hedge) quanto para estratégias de especulação, muitas vezes com alavancagem.
As opções concedem ao comprador o direito de comprar ou vender o índice a um preço previamente definido até uma data específica. Há dois tipos principais:
Call (compra), utilizada quando se espera alta do mercado;
Put (venda), empregada quando se projeta queda ou para proteção contra perdas.
Para o comprador, o risco é limitado ao valor pago pelo contrato. Já para o vendedor da opção, os riscos podem ser superiores e, em alguns casos, ilimitados.
Os contratos futuros do Ibovespa são acordos padronizados que estabelecem a obrigação de comprar ou vender o índice em uma data futura, a um preço definido no presente. Um de seus principais diferenciais é o ajuste diário, mecanismo pelo qual ganhos e perdas são apurados e liquidados financeiramente todos os dias.
Índices de renda variável também avançam
Outros índices de renda variável apresentaram desempenho expressivo, especialmente aqueles que contam com ETFs atrelados, alguns deles com ganhos superiores a 60% no ano passado.
Levantamento da B3 identificou os 20 índices com maior valorização entre os que possuem ETFs disponíveis, facilitando o acesso dos investidores a diferentes teses de investimento.
O Índice de Utilidade Pública (UTIL), que mede o desempenho de empresas dos setores de energia, saneamento e gás, liderou o ranking em 2025, com alta acumulada de 63,16%. O indicador conta com o ETF UTLL11.
Na sequência aparece o Ibovespa BR+ Cap 5% (IBBC), que reflete o desempenho de ações e BDRs de empresas brasileiras listadas no exterior, com participação limitada a 5% por companhia. Atrelado ao ETF CAPE11, o índice avançou 49,02%.
Em terceiro lugar está o Índice Financeiro (IFNC), composto por ações de bancos, seguradoras e intermediários financeiros. O indicador subiu 46,21% e pode ser acessado por meio do ETF FIND11.
Completam o grupo dos cinco primeiros o Ibovespa Empresas Privadas (IBEP), que avançou 42,90% e possui o ETF SPVT11, e o Ibovespa Smart Low Vol (IBLV), focado em empresas de menor volatilidade, com ganho de 40,89% e ETF LVOL11.









