Parceria entre B3 e Bolsa de Hong Kong mira finanças sustentáveis, índice de commodities e listagem cruzada
Iniciativa com a bolsa de valores de Hong Kong estabelece um marco de colaboração técnica e comercial que busca promover oportunidades no mercado de carbono e explorar sinergias em setores tradicionais e de alta conectividade para investidores globais.
Assinatura do memorando de entendimento nesta terça-feira (27), em Hong Kong
A B3, bolsa do Brasil, e a Hong Kong Exchanges and Clearing Limited (HKEX) firmam nesta terça-feira (27) um memorando de entendimento (MOU) com foco no desenvolvimento conjunto em finanças sustentáveis, commodities e equities. O principal objetivo é explorar a possibilidade de estabelecer um marco de colaboração técnica e comercial, promovendo o diálogo sobre como sinergias em setores tradicionais e de alta conectividade podem ser compartilhadas para beneficiar investidores globais.
Ativos ambientais e créditos de carbono
No pilar de ativos ambientais, está prevista a colaboração em diversas frentes, incluindo o alinhamento de padrões e metodologias, a capacitação de agentes de mercado e a criação de canais eficientes para a distribuição de créditos de carbono, com destaque para os originados no Brasil. A iniciativa representa um avanço importante na construção de soluções sustentáveis e no enfrentamento das mudanças climáticas.
Commodities, equities e listagem cruzada
Além disso, o acordo também prevê colaboração nos segmentos de commodities e equities. As bolsas concordaram em discutir o desenvolvimento conjunto de um índice de commodities que reflita a dinâmica comercial entre as duas regiões. No segmento de equities, as instituições pretendem explorar mecanismos para listagem cruzada de produtos, visando aumentar a conectividade para investidores e permitir que empresas de ambos os mercados tenham acesso a bases de capital mais amplas de forma integrada.
“A parceria com a HKEX fortalece o posicionamento da B3 como agente impulsionador da transição para uma economia de baixo carbono, ao mesmo tempo em que a abre oportunidades para viabilizar instrumentos que facilitam a alocação de recursos em setores fundamentais da economia de ambos os países”, afirma Sérgio Gullo, diretor de desenvolvimento de negócios internacionais da B3 para Ásia e Oceania.
Governança e próximos passos
Também está previsto no acordo o estabelecimento de encontros regulares e canais permanentes de comunicação para troca de experiências, monitoramento de avanços e identificação de novas oportunidades, além de deixar aberto o caminho para futuras iniciativas conjuntas em outras áreas de interesse comum, fortalecendo a sinergia entre as instituições.









