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Paraná mantém estabilidade e deve encerrar 2025 com melhora no quadro financeiro das famílias

Pesquisa CNC/Fecomércio PR mostra manutenção no volume de dívidas e na inadimplência; paranaenses devem terminar o ano com maior estabilidade financeira e menor pressão do crédito sobre as famílias.

Atualizado em 09/12/2025 às 09:12, por Assessoria de Imprensa.

Uma mulher sentada à mesa observa, com expressão de cansaço e preocupação, uma grande quantidade de boletos e comprovantes espalhados à sua frente. Ao lado dela, há duas pilhas altas de documentos, simbolizando o acúmulo de dívidas. A iluminação natural que entra pela janela contrasta com o clima de tensão e sobrecarga financeira representado na cena.

Entre os endividados, 12% estavam com contas em atraso em novembro e 2,4% declararam não ter condições de pagar seus compromissos financeiros. Credito: Imagem gerada com IA do Google

Endividamento segue estável desde julho
O Paraná registrou mais um mês de estabilidade no nível de endividamento das famílias. De acordo com pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e da Fecomércio PR, 85,3% dos paranaenses possuíam algum tipo de dívida em novembro, como cartão de crédito, carnês, empréstimos pessoais, financiamentos de veículos ou seguros. O índice mantém-se nesse patamar desde julho, posição que coloca o estado na 11ª colocação do ranking nacional.

 

Inadimplência permanece sem variações
A inadimplência também não apresentou variação. Entre os endividados, 12% estavam com contas em atraso em novembro e 2,4% declararam não ter condições de pagar seus compromissos financeiros. No comparativo nacional, o país registrou 79,2% de endividados e 30% de inadimplentes, igualmente sem oscilações significativas. No quesito inadimplência, o Paraná aparece na penúltima posição entre os estados.
 

Diferenças por faixa de renda
A análise por renda mostra que, entre as famílias com rendimento acima de dez salários mínimos, o endividamento alcançou 85,7%, ligeiramente superior ao verificado entre os lares de menor renda, onde 83,3% possuíam dívidas. Ambas as faixas mantiveram estabilidade, mas houve queda na inadimplência entre os grupos de maior renda, passando de 10,1% em outubro para 11,3% em novembro, com todas as famílias declarando capacidade de quitar os débitos. Já entre os domicílios com renda até dez salários mínimos, os percentuais seguiram inalterados: 12,4% estavam inadimplentes e 3% disseram não ter condições de pagamento.
 

Cartão de crédito é a principal dívida
O cartão de crédito segue como principal modalidade de endividamento no estado, citado por 95,1% dos entrevistados. Na sequência aparecem o financiamento de veículos (6,5%), financiamento imobiliário (6%), carnês (4,2%) e crédito pessoal (2%).

Projeções para o fechamento de 2025
O Paraná deve encerrar 2025 em trajetória distinta do cenário nacional, que vivencia os mais altos índices de endividamento e inadimplência. Após iniciar o ano com 88% das famílias endividadas, ocupando a 5ª posição no ranking, o estado estabilizou o indicador em 85,3%, o que aponta para redução de cerca de 2,7 pontos percentuais no acumulado até novembro. A inadimplência também deve fechar 2025 próxima dos níveis atuais, mantendo o Paraná entre os estados com menor proporção de atrasos nos pagamentos e de famílias sem condições de pagamento. O ano deve terminar com maior estabilidade financeira e menor pressão do crédito sobre as famílias paranaenses.