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No Janeiro Branco, recorde de inadimplência reforça impacto das dívidas na saúde mental

Considerada o mal do século, ansiedade relacionada a questões financeiras já afetou a saúde mental de mais da metade dos brasileiros, indica pesquisa

Atualizado em 15/01/2026 às 19:01, por Assessoria de Imprensa.

Pessoa sentada à mesa organiza contas e comprovantes enquanto anota informações em um caderno. Sobre a superfície de madeira, há papéis espalhados, um cartão de crédito e um celular com aplicativo de controle financeiro aberto. A cena é iluminada por luz natural, em ambiente interno, com fundo desfocado, transmitindo rotina de planejamento, controle de gastos e organização financeira. O enquadramento não mostra o rosto da pessoa.

O Brasil encerrou dezembro de 2025 com 72,96 milhões de consumidores inadimplentes, segundo dados da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil. Mais do que um indicador econômico, o avanço das dívidas em atraso tem reflexos diretos na saúde mental da população, intensificando quadros de ansiedade, estresse e distúrbios do sono — especialmente em períodos de maior pressão financeira, como no início do ano.

Em meio à campanha do Janeiro Branco, que convida a sociedade a refletir sobre saúde mental e emocional, o cenário de endividamento ganha ainda mais relevância. A chamada ansiedade financeira — caracterizada pela preocupação constante com contas, dívidas e falta de controle do orçamento — tem se consolidado como um dos principais gatilhos de sofrimento psicológico no País, afetando autoestima, relações pessoais e qualidade do sono, além de comprometer o bem-estar físico e emocional no dia a dia.

Organização financeira contribui para a saúde mental da família

Organizar-se financeiramente, além de ser saudável para o bolso, contribui para a melhora da saúde mental e emocional de toda a família. “Planejamento e organização trazem qualidade de vida e segurança, dois fatores fundamentais para uma mente tranquila. É importante dominar as próprias finanças e saber lidar com o dinheiro, seja para gastar com inteligência ou programar as despesas”, explica Thaíne Clemente, executiva de Estratégias e Operações da Simplic, fintech de crédito pessoal 100% online.

A executiva sugere três atitudes que facilitam a iniciação em uma rotina financeira mais saudável e, consequentemente, mais sossego. Confira:

1 – Anote seus gastos

Anote tudo, desde as despesas recorrentes, como água e luz, até os pedidos esporádicos de delivery. A ação de anotar, seja em uma planilha de gastos ou em um aplicativo de finanças, cria o hábito saudável do registro, essencial para o controle. “Assim, você enxerga o tamanho real das despesas e tem mais clareza da situação, identificando onde e como o dinheiro está sendo gasto, se existe desperdício e como contorná-lo”, orienta Thaíne.

2 – Reavalie o uso do cartão de crédito

O cartão de crédito traz vantagens, como a possibilidade de parcelar as compras ou ter um prazo maior de pagamento. Mas, quando não é usado com consciência, pode se tornar um grande problema. “É importante que o uso do cartão seja inteligente e esteja planejado no orçamento pessoal. Avalie se vale a pena usá-lo com frequência, pois parcelas podem se acumular com facilidade e fugir do seu controle. Crédito não é renda extra e, se não for usado com cautela, gera dívidas indesejadas”, alerta a especialista.

3 – Estude educação financeira

Hoje, adquirir conhecimentos que possam proporcionar mais qualidade de vida e tranquilidade é acessível e traz benefícios de longo prazo. “Manter-se atualizado sobre as melhores práticas de organização financeira faz muita diferença com o tempo. Saber poupar dinheiro, quais são as formas ideais de utilizar o cartão de crédito e até mesmo quando é o momento de solicitar um empréstimo ou fazer investimentos pode ampliar possibilidades. Aos poucos, essas práticas acabam se tornando hábitos”, finaliza Thaíne.