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Ibovespa bate recorde histórico, supera 180 mil pontos e acumula alta de 13,3% em 2026

Índice é impulsionado por commodities, entrada de capital estrangeiro e queda do dólar; mercado aguarda decisões de juros no Brasil e nos EUA

Atualizado em 27/01/2026 às 20:01, por Redação Credinews e Assessoria.

A foto destaca a arquitetura clássica e imponente da sede da B3 em São Paulo. O edifício, localizado no centro histórico, aparece iluminado por luzes cenográficas que ressaltam suas colunas e detalhes em pedra. Na entrada principal, os arcos iluminados revelam o logotipo moderno da bolsa, criando um contraste entre a tradição arquitetônica e a tecnologia do mercado financeiro. As bandeiras do Brasil, do estado de São Paulo e da B3 estão hasteadas na fachada.

Sede da Bolsa de Balores (B3). Foto de divulgação.

O Ibovespa, principal índice da B3, atingiu nesta terça-feira (27) 181.919 pontos, superando pela primeira vez na história a marca dos 180 mil pontos. Com o desempenho, o índice acumula valorização de 13,3% em 2026.

Este foi o sétimo recorde nominal do ano e representa uma alta de 1,79% em relação ao fechamento do pregão anterior, quando o índice marcou 178.720 pontos, em 26 de janeiro.

Dólar em queda favorece fluxo para o Brasil

Na avaliação de Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad, o movimento do mercado foi favorecido pelo recuo do dólar frente ao real. Segundo ela, “o dólar operou em forte queda, impulsionado pelo diferencial de juros que sustenta o carry trade e pelo fluxo de capital para mercados emergentes”.

A estrategista também destaca que uma leitura mais favorável da inflação melhora as perspectivas para a economia doméstica. “A inflação mais benigna ajuda a reforçar a confiança no cenário econômico”, afirmou.

Paula acrescenta ainda que a proximidade do fim do mês começa a trazer maior volatilidade técnica, especialmente em função da disputa pela formação da Ptax.

Commodities impulsionam o Ibovespa e atraem investidores estrangeiros

O desempenho positivo do Ibovespa também foi sustentado pela valorização das commodities, especialmente minério de ferro e petróleo, o que favorece o fluxo de capital estrangeiro e fortalece o real.

De acordo com os dados do mercado, as entradas de recursos externos já somam US$ 17,7 bilhões em 2026 na B3, sendo US$ 2 bilhões somente na última sexta-feira.

Bolsas internacionais operam mistas

No cenário externo, as bolsas americanas apresentaram comportamento misto, enquanto o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas, registrou queda.

O S&P 500 atingiu máxima histórica intraday, enquanto o Nasdaq avançou de forma mais consistente. Já o Dow Jones recuou, pressionado por movimentos específicos, como ações da UnitedHealth, em meio a notícias negativas relacionadas a reajustes de planos de saúde abaixo do esperado.

Mercado aguarda decisões de juros na “Super Quarta”

Tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, os investidores aguardam a chamada “Super Quarta”, quando ocorrem as decisões de política monetária dos dois países, fator que deve definir o rumo dos mercados ao longo da semana.

As apostas majoritárias indicam manutenção dos juros nas duas economias, mas há maior divergência sobre a decisão do Copom, principalmente após a divulgação de dados positivos de inflação. O IPCA-15 de janeiro veio abaixo do esperado, com o acumulado em 12 meses em 4,5%, exatamente no teto da meta.