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Golpes digitais crescem 408% no Brasil e websérie alerta sobre como evitar fraudes online

Produção no YouTube mistura humor e informação para orientar a população sobre estelionato digital, Pix fraudulento, falsas vagas de emprego e golpes com inteligência artificial.

Atualizado em 20/01/2026 às 10:01, por Redação Credinews e Assessoria.

Mulher madura sorrindo enquanto utiliza um notebook sobre uma mesa de madeira, em ambiente residencial iluminado, com celular, caderno, caneca e plantas ao redor.

Iara Jamra na websérie “Faz a Conta: Não cai nesse golpe!”. Crédito: Fiteiro.

De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, os casos de estelionato digital cresceram 408% entre 2018 e 2025, e 24% dos brasileiros afirmam ter perdido dinheiro em golpes virtuais no último ano. Entre as vítimas, 16% têm mais de 60 anos, faixa etária cada vez mais visada por criminosos digitais. Diante desse cenário, a websérie “Faz a Conta: Não cai nesse golpe!”, lançada no YouTube, busca orientar o público sobre como reconhecer e evitar fraudes online. A produção é uma iniciativa da Muda Cultural, em parceria com o Nubank.

A série é protagonizada por Iara Jamra, atriz conhecida por trabalhos em Castelo Rá-Tim-Bum e Tieta. Na trama, ela interpreta Glória, uma aposentada espirituosa, criativa e conectada, que transforma suas experiências com golpes digitais em aprendizados. Cada episódio aborda um tipo de fraude — de promoções falsas e clonagem de WhatsApp a deepfakes — sempre de maneira leve, educativa e acessível.

A seguir, alguns dos principais sinais destacados pela personagem e que podem indicar que o usuário está prestes a cair em um golpe digital.

1. Golpe da falsa central bancária

Um dos golpes mais comuns atualmente envolve criminosos que se passam por atendentes do banco, geralmente usando números muito parecidos com os oficiais. Eles afirmam ter identificado uma “movimentação suspeita” e pedem a confirmação de dados sensíveis, como senha, código de segurança ou número do cartão — informações que instituições financeiras jamais solicitam por telefone.

Glória orienta que, nesses casos, é necessário “desligar e ligar diretamente no canal oficial do banco. Nunca compartilhe senhas ou códigos”.

2. Golpe do Pix errado

Nesse tipo de fraude, alguém relata ter enviado um Pix “por engano” e pressiona o usuário a devolver o valor rapidamente. Para enganar a vítima, geralmente são apresentados comprovantes falsos, capturas de tela editadas ou mensagens com forte apelo emocional.

A recomendação de Glória é clara: “só devolva valores realmente recebidos, sempre conferindo o extrato oficial do seu banco”.

Na hipótese de receber efetivamente um Pix por engano, o Banco Central do Brasil orienta que a devolução seja feita exclusivamente pela funcionalidade “devolver Pix” dentro do aplicativo do banco, acessando diretamente a transação. O procedimento permite restituir o valor total ou parcial de forma segura e evita o risco de débito duplicado — uma devolução manual e outra solicitada formalmente pelo remetente.

3. Golpe do falso emprego

Criminosos criam falsas vagas de emprego, muitas vezes com promessas de ganhos rápidos, tarefas simples e contratação imediata, para atrair vítimas. Em seguida, pedem pagamentos para participar de treinamentos, adquirir materiais obrigatórios ou liberar etapas do processo seletivo.

Sobre esse tipo de golpe, Glória alerta: “Pesquise sobre a empresa, verifique se há vagas oficiais no site institucional e nunca pague para trabalhar.”

4. Golpe da oferta imperdível

Promoções com preços muito abaixo do mercado também são usadas para induzir compras impulsivas. Golpistas criam sites falsos, perfis com poucos seguidores ou anúncios patrocinados que simulam legitimidade. Em muitos casos, o produto não é entregue ou é diferente do anunciado.

“Pesquise a reputação da loja, verifique o CNPJ, evite links enviados por desconhecidos e desconfie de urgência", explica a personagem durante a série.

5. Golpes com reconhecimento facial e inteligência artificial

Com a popularização da inteligência artificial, criminosos conseguem criar vídeos e áudios falsos imitando parentes, amigos ou até celebridades. A técnica é usada para solicitar transferências urgentes, acessar contas ou obter dados pessoais.

“Desconfie de qualquer pedido inesperado, e confirme por outro canal. Evite enviar selfies ou vídeos para desconhecidos e habilite autenticação em dois fatores”, diz a atriz.