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Defasagem da tabela do IR chega a 157% em 2025 e amplia impacto sobre contribuintes

Estudo considera a inflação medida pelo IPCA e indica que, com correção integral, rendas de até R$ 6.694,37 estariam isentas do IR

Atualizado em 21/01/2026 às 13:01, por Redação Credinews e Assessoria.

Imagem ilustrativa em formato horizontal mostra um leão em primeiro plano, com a bandeira do Brasil ao fundo e uma placa com a identificação da Receita Federal. A composição simboliza o fisco brasileiro, a fiscalização tributária, a arrecadação de impostos e o Imposto de Renda no país.

A defasagem média da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) atingiu 157,22% em 2025, segundo cálculo do Sindifisco Nacional (Sindicato dos Auditores-Fiscais da Receita Federal). O percentual foi apurado com base na inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no último dia 9, que fechou o ano em 4,26%.

O levantamento considera os resíduos inflacionários acumulados desde 1996, quando foi encerrado o reajuste automático da tabela. O índice representa aumento em relação a 2024, quando a defasagem média era de 154,49%.

Correção integral elevaria faixa de isenção para R$ 6.694,37

Caso a tabela do Imposto de Renda fosse corrigida integralmente pela inflação, apenas contribuintes com renda mensal bruta superior a R$ 6.694,37 seriam tributados.

Nesse cenário, a alíquota máxima de 27,5% seria aplicada apenas a rendimentos mensais acima de R$ 12.374,74. Atualmente, essa faixa de tributação já incide sobre contribuintes com ganhos superiores a R$ 7.350,00.

Sindifisco avalia impactos sobre classe média e justiça tributária

“O desconto que garantiu a isenção de Imposto de Renda para pessoas com ganhos até R$ 5 mil foi um grande avanço na direção da justiça tributária, especialmente ao ser alinhado com a cobrança de alíquota efetiva mínima de 10% para os contribuintes com rendas superiores a R$ 1,2 milhão anuais. Porém, ainda existe uma diferença de R$ 1.694,37 comparando-se a tabela corrigida pela inflação e a isenção concedida. A classe média também segue penalizada pela falta de correção total da tabela, pois ainda sofrem com o aumento implícito da carga tributária”, afirma Dão Real, presidente do Sindifisco Nacional.

Simulações mostram impacto mensal da defasagem do IR

Segundo simulação apresentada no estudo, um contribuinte com rendimento mensal bruto de R$ 6.500,00 paga R$ 535,04 a mais por mês devido à não correção integral da tabela.

Para quem possui renda tributável mensal de R$ 10.000,00, o valor recolhido a mais chega a R$ 1.186,87, o que representa 371,80% acima do imposto que seria devido em um cenário de correção plena.

Impacto da defasagem é menor em rendas mais altas

Em contrapartida, para contribuintes com rendimentos tributáveis mensais líquidos superiores a R$ 100.000,00, o impacto relativo da defasagem é de 7,86%. O dado evidencia que o efeito da não atualização da tabela do IRPF recai de forma mais intensa sobre contribuintes de menor renda.