Associação de Bancos projeta manutenção da Selic pelo Copom, com possibilidade de corte de 0,25 ponto
Entidade avalia que cenário econômico permitiria início gradual da flexibilização monetária, embora Banco Central deva manter postura cautelosa
Sede do Banco Central - Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
A Associação Brasileira de Bancos (ABBC) projeta que o Comitê de Política Monetária (Copom) deverá manter a taxa Selic em 15% ao ano na reunião marcada para esta terça e quarta-feira (27 e 28). Segundo a Assessoria Econômica da entidade, o comportamento estável das principais variáveis do cenário macroeconômico indica que não devem ocorrer mudanças relevantes nas projeções de inflação divulgadas pelo Banco Central.
De acordo com Everton Gonçalves, diretor de Economia, Regulação e Produtos da ABBC, o atual ambiente econômico permitiria discutir um corte de juros pontual de 0,25 ponto percentual, ainda que a expectativa predominante seja pela manutenção da taxa básica. Ele destaca que a taxa real de juros ex-ante segue em patamar fortemente contracionista e que o horizonte relevante da política monetária foi estendido para o terceiro trimestre de 2027.
“Embora entendamos que as condições para o início do processo de flexibilização monetária estejam presentes, acreditamos que o Copom deverá agir com elevada prudência, mantendo a taxa básica de juros no atual patamar”, afirma Gonçalves.
Ambiente favorável
A reunião do Copom ganha relevância adicional neste início de ano diante da expectativa de investidores e analistas sobre os próximos passos da política monetária e da trajetória da taxa Selic. Mesmo com sinais de um ambiente mais favorável à redução gradual dos juros, a avaliação da ABBC é de que o comunicado do Banco Central deve adotar um tom cauteloso, indicando a manutenção dos juros em nível elevado por mais tempo antes do início efetivo de um ciclo de cortes.
Redução de juros se aproxima
Na última reunião, em dezembro, o Banco Central sinalizou maior confiança na trajetória de desaceleração da inflação, o que reforçou a percepção de que a redução dos juros se aproxima, ainda sem indicação clara de calendário. A estratégia da autoridade monetária, no entanto, segue sendo a manutenção de uma política monetária restritiva, como forma de assegurar a convergência da inflação para a meta.









