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Agronegócio somou R$ 1,26 bilhão em contratações do BRDE no Paraná em 2025

Considerando o recorte do ano-safra, o desempenho avançou: foram R$ 850 milhões contratados somente no segundo semestre de 2025

Atualizado em 24/01/2026 às 09:01, por Assessoria de Imprensa.

Imagem aérea de uma área rural em plena colheita, com duas colheitadeiras operando simultaneamente em grandes lavouras. As máquinas avançam em faixas paralelas, deixando o rastro da colheita já realizada, o que evidencia a organização e a escala da produção agrícola mecanizada. Ao fundo, é possível observar a extensão das plantações, estradas de terra que cortam a propriedade e pequenas áreas de vegetação, compondo uma paisagem típica do agronegócio brasileiro. O cenário destaca a produtividade no campo, o uso de tecnologia agrícola e a amplitude das áreas cultivadas

Foram R$ 850 milhões contratados somente no segundo semestre de 2025. Foto: Ari Dias/AEN

O agronegócio foi novamente o principal motor das contratações do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) no Paraná. Ao longo do último ano, a operação paranaense estabeleceu contratos no valor de R$ 1,26 bilhão destinados ao setor em 3.621 operações, números em linha com os registrados em 2024.

Considerando o recorte do ano-safra, o desempenho avançou: foram R$ 850 milhões contratados somente no segundo semestre de 2025, o que representa crescimento de 10% em relação ao mesmo período do ano-safra anterior.

BRDE reforça presença no Show Rural Coopavel 2026

É neste contexto que o BRDE prepara uma presença reforçada no Show Rural Coopavel 2026, que ocorre em Cascavel entre 9 e 13 de fevereiro.

Para o diretor-presidente do BRDE, Renê Garcia Junior, o resultado reflete o papel do banco como financiador de longo prazo para um setor que sustenta a produção e a competitividade do Paraná.

“O agro tem uma dinâmica própria, que exige planejamento, previsibilidade e acesso a crédito com condições adequadas. O BRDE atua para viabilizar investimentos que se traduzem em produtividade, geração de renda e agregação de valor, fortalecendo cadeias que movimentam a economia real do Estado”, afirma.

Distribuição do crédito rural em 2025

Um recorte das contratações de 2025 ajuda a entender como o crédito do BRDE se distribui, na prática, entre as principais linhas voltadas ao produtor rural.

O maior volume veio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), com R$ 422,9 milhões e 3.259 contratos, direcionados sobretudo à agricultura familiar, em investimentos, por exemplo, na melhoria da estrutura produtiva e na aquisição de equipamentos.

Na sequência aparece o Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), com 25 operações e R$ 277,6 milhões, voltado a um tema estratégico para o agro paranaense: armazenagem, redução de perdas e capacidade de estocar a produção com mais eficiência.

Outro destaque foi o Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária (Prodecoop), com R$ 178,1 milhões divididos em 38 contratos, o que evidencia o peso do cooperativismo no Estado, ao apoiar projetos de modernização e ampliação da estrutura de cooperativas agroindustriais.

Também tiveram participação relevante as linhas associadas à modernização tecnológica e à sustentabilidade, como o Programa de Incentivo à Modernização e à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária (Inovagro), com R$ 96,5 milhões, e o Programa de Financiamento a Sistemas de Produção Agropecuária Sustentáveis (RenovAgro), com R$ 40,4 milhões.

Banco do Agricultor Paranaense

Outro eixo que reforça a presença do banco no campo é o Banco do Agricultor Paranaense, programa do Governo do Paraná instituído em 2021 e coordenado pela Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), com apoio do BRDE.

Em 2025, a instituição destinou R$ 133 milhões por meio do programa para 985 projetos — ou mais de 27% das operações da instituição destinadas ao meio rural. Desde a criação da iniciativa, em 2021, já foram aplicados R$ 414 milhões em 2.927 projetos no Paraná.

Estratégia e crescimento no setor agro

O desempenho do banco no agronegócio é sustentado por operações voltadas tanto à produção rural quanto à agroindústria, com foco em modernização tecnológica, estruturação produtiva e eficiência.

Esse movimento acompanha a evolução do perfil do setor na Região Sul, em que o crédito se consolida como ferramenta de transformação — do aumento de produtividade no campo à ampliação da capacidade industrial e logística, essenciais para reduzir custos e elevar a competitividade em mercados cada mais exigentes.

Para o diretor administrativo do BRDE, Heraldo Neves, o crescimento no agro se insere em uma estratégia de expansão com base técnica e foco em qualidade das operações.

“O desempenho do banco no setor rural mostra como é possível crescer mantendo segurança, consistência e responsabilidade. O BRDE tem direcionado recursos para projetos que fazem sentido do ponto de vista econômico e regional, com atenção à capacidade de pagamento, ao impacto do investimento e à sustentabilidade no longo prazo”, afirma.